Lower Dens – Ondine

Os Lower Dens têm muito provavelmente um dos melhores álbuns do ano. Coeso do primeiro ao último segundo e com uma Jana Hunter numa forma e pujança tremendas. Por aqui, quando 2015 chegar ao fim, vai ser um dos que mais vezes foi escutado. Será no mínimo sintomático de algo. É uma pena que canções como estas permaneçam no anonimato para tantos… Ou talvez não… A verdade é que são pequenos tesouros como este que nos fazem manter aquele brilhozinho nos olhos. Aquele sentimento de que aquele álbum é quase quase só “nosso”. É um egoísmo bom.

Braids – Miniskirt

De tempos a tempos surge um álbum de electrónica que me passa uma rasteira, daquelas que me apanham completamente desprevenido… Pode ser uma voz. Pode ser a música. Podem ser as letras. Pode ser tudo isto. Há algo suficientemente forte que se agarra com tudo o que tem e não me larga. Os Braids com o seu “Deep in the Iris” são um desses casos. Pela voz de Raphaelle Standell-Preston, que assenta que nem uma luva em cada uma das canções, todas elas com pormenores deliciosos, e pelas letras, plenas de mensagem e significado, como esta «Miniskirt».
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Nadine Shah – Fool

Talvez seja heresia aquilo que vou escrever mas vou fazê-lo na mesma. Quando escuto esta senhora lembro-me da PJ Harbey e da Anna Calvi. É rock a fervilhar no sangue e uma voz forte e cheia de personalidade. É uma força imensa que não pode ser contida. Esta «Fool» é uma demonstração cabal disso mesmo, lírica e musicalmente. “You, my sweet, are a fool / You, my sweet, are plain and weak / Go let the other girls / Indulge the crap that you excrete”.

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