Rodigo Amarante – Nada Em Vão

“Cavalo” deu os primeiros passos ainda em 2013. É impressionante perceber que hoje, mais de 2 anos depois, continua a ter peso por entre o que se ouve por aqui. É que é bom. Mesmo bom. Honesto. Transversal e transatlântico. Perto de genial. Simples e complexo. Maduro. São 37 minutos do mais puro génio de Rodrigo Amarante e é caso para dizer que é mesmo «Nada Em Vão».

Ought – Men for Miles

Ter um identidade com apenas alguns anos de existência e menos de uma mão cheia de edições entre EPs e LPs não é para todos mas é para os Ought. Eu digo que a culpa é das guitarras. Frenéticas, inconformadas, disciplinadamente indisciplinadas, precisas, irreverentes. São únicas. São ímpares. São deliciosas de escutar. «Men for Miles» até começa apenas ao som da bateria e dos teclados mas isso só dura 11 segundos…

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Lower Dens – Ondine

Os Lower Dens têm muito provavelmente um dos melhores álbuns do ano. Coeso do primeiro ao último segundo e com uma Jana Hunter numa forma e pujança tremendas. Por aqui, quando 2015 chegar ao fim, vai ser um dos que mais vezes foi escutado. Será no mínimo sintomático de algo. É uma pena que canções como estas permaneçam no anonimato para tantos… Ou talvez não… A verdade é que são pequenos tesouros como este que nos fazem manter aquele brilhozinho nos olhos. Aquele sentimento de que aquele álbum é quase quase só “nosso”. É um egoísmo bom.

Braids – Miniskirt

De tempos a tempos surge um álbum de electrónica que me passa uma rasteira, daquelas que me apanham completamente desprevenido… Pode ser uma voz. Pode ser a música. Podem ser as letras. Pode ser tudo isto. Há algo suficientemente forte que se agarra com tudo o que tem e não me larga. Os Braids com o seu “Deep in the Iris” são um desses casos. Pela voz de Raphaelle Standell-Preston, que assenta que nem uma luva em cada uma das canções, todas elas com pormenores deliciosos, e pelas letras, plenas de mensagem e significado, como esta «Miniskirt».
braidsmusic.com
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Nadine Shah – Fool

Talvez seja heresia aquilo que vou escrever mas vou fazê-lo na mesma. Quando escuto esta senhora lembro-me da PJ Harbey e da Anna Calvi. É rock a fervilhar no sangue e uma voz forte e cheia de personalidade. É uma força imensa que não pode ser contida. Esta «Fool» é uma demonstração cabal disso mesmo, lírica e musicalmente. “You, my sweet, are a fool / You, my sweet, are plain and weak / Go let the other girls / Indulge the crap that you excrete”.

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